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INOVAÇÃO

Solução de sensoriamento no agronegócio e software para combater assédio a mulheres no transporte público representaram o Brasil na competição.

Com apoio do MCTIC, tecnologias brasileiras participam de prêmio de jovens inovadores dos Brics

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  Uma solução brasileira de sensoriamento no agronegócio foi a vencedora do Brics Young Innovator Prize no 3º Fórum Brics de Jovens Cientistas, realizado em junho, em Durban, na África do Sul. Duas tecnologias indicadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) representaram o Brasil na competição.

A solução vencedora, desenvolvida pela empresa Agrosmart S.A., monitora plantações usando sensores e imagens de satélite para gerar recomendações sobre irrigação, clima e doenças. As informações coletadas ajudam os agricultores a tomar as melhores decisões, o que aumenta a produtividade, a resistência da cultura às condições do clima e a economia de recursos.

Raphael Pizzi, diretor da companhia, revela que a agricultura tem grande influência na sua família e o objetivo da sua plataforma é ajudar o agricultor a tomar decisões baseadas em informações exatas, não somente pela intuição. A Agrosmart já participou do programa Start-Up Brasil, que incentiva empresas inovadoras nascentes.

“O Start-Up Brasil foi o primeiro programa a acreditar e apoiar a Agrosmart, permitindo desenvolvermos a primeira versão comercial do produto, através da contratação de profissionais de meteorologia, agronomia e hardware. É essencial contar com o apoio do ministério para fomentar o ecossistema de inovação e startups no Brasil. Acredito no potencial de nosso país para ser um dos grandes líderes globais na transformação da quarta revolução industrial”, diz.

A outra tecnologia brasileira é o sistema Nina, criado pela estudante Simony César, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O objetivo é combater casos de assédio à mulher no transporte urbano. O software pode ser integrado a qualquer aplicativo de mobilidade e funciona de duas formas. A primeira é um botão de emergência que alerta usuários próximos a uma situação de assédio. O sistema também mapeia informações sobre ocorrências, linhas e áreas de risco.

O MCTIC custeou a participação dos brasileiros no prêmio de inovação e outros seis jovens palestrantes do fórum. Com mais de 200 participantes abaixo de 30 anos, o Fórum Brics visa promover oportunidades para a troca de conhecimento e estabelecer redes de contatos entre jovens cientistas do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O evento antecede a 6ª Reunião de Ministros de Ciência, Tecnologia e Inovação do Brics, na mesma cidade.

Software Nina

Simony explica que o projeto surgiu a partir da sua vivência pessoal com familiares e vizinhos trabalhando no transporte coletivo. Na opinião dela, o foco na vítima, o mapeamento dos casos e a responsabilização dos agressores são a melhor forma de garantir o direito de ir e vir.

“Minha mãe foi cobradora de ônibus. Meu vizinho também era cobrador e, durante um assalto, levou um tiro e ficou paraplégico. O que poderiam então fazer com minha mãe sendo ela mulher? Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 52 milhões de mulheres foram assediadas em transportes públicos no Brasil em 2016, e 68% das mulheres não hesitaram ao dizer que temem andar no transporte público por conta da ameaça constante”, explica.

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações