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FOMENTO

Hackathon

VENCEDORES: Monitoramento de cesáreas, controle de medicamentos e doenças crônicas foram os temas no pódio do I Hackathon da Saúde da cidade de São Paulo

SuperMãe, E-SUS e Zé Botinho foram os projetos vencedores. O evento contou com cem participantes e treze grupos que trouxeram soluções para Ouvidoria, Medicamentos e o setor de análise de dados (CeInfo).
Vencedores do Hackathon da Saúde

 

Nesse final de semana, 08 e 09 de abril, a Secretaria Municipal da Saúde, em parceria com a Escola SENAI de Informática e o AppCívico, realizou o I Hackathon da Saúde. É a primeira vez que a Prefeitura de São Paulo abre dados de saúde pública para construir soluções tecnológicas em conjunto com a sociedade civil.

Treze grupos apresentaram projetos nas áreas de análise de dados, Ouvidoria e Medicamentos. O evento contou com painéis interativos com representantes do Ministério da Saúde, especialistas em chatbot e análise de dados, profissionais do Ministério da Saúde e profissionais da Secretaria Municipal da Saúde. “Esse é o primeiro Hackathon que a gente está organizando e estamos muito satisfeitos com o resultado”, apontou Ricardo Gerbaudo, diretor da Escola SENAI de Informática. Os secretários da Saúde, Wilson Pollara, e de Inovação e Tecnologia, Daniel Annenberg, participaram da abertura. “Tecnologia tem que estar a serviço de uma cidade mais humana, mais justa e mais equilibrada”, apontou Daniel Annenberg.

Da esquerda para a direita: Thiago Rondon, do AppCívico, Daniel Annenberg, secretário de Inovação e Tecnologia, Wilson Pollara, secretário da Saúde, e Ana Claudia Ferrari, organizadora do evento e coordenadora de Mídias Sociais da Secretaria Municipal da Saúde

Pollara destacou a relevância dos temas abordados “vocês vão trabalhar com três dos nossos maiores problemas: Ceinfo, mega banco de dados que abrimos para vocês. A Ouvidoria, que representa o contato direto e o feedback do cidadão. E o terceiro é o medicamento, como relacionar de forma inteligente as leis que regulam a licitação e a compra; a logística e entrega; e a identificação das necessidades da população”.

“Para nós, que trabalhamos com empresa de tecnologia para impacto positivo e estamos sempre buscando ferramentas para transformar, é muito importante esse passo que a Secretaria de Saúde e a Prefeitura de São Paulo em relação à abertura desse novo espaço para desenvolver tecnologia e inspirar novas políticas para o município”, afirmou Thiago Rondon, do AppCívico, co-realizador da Hackathon.

Com esse evento, o Hackathon já começa deixando um legado para a saúde pública na cidade: “Damos o primeiro passo na aproximação entre a galera que está à frente das inovações tecnológicas e o reais gargalos do SUS, colocando a política pública no centro desse ecossistema, fortalecendo a construção de um Estado mais aberto, íntegro e participativo. Este é o grande legado do Hackathon: construir essa ponte entre governo e sociedade civil para a melhoria permanente do SUS”, afirmou Ana Clara Ferrari, organizadora do evento e coordenadora de mídias sociais da Secretaria Municipal da Saúde.


Dados Abertos

“A abertura de dados é pré-requisito para ocorrer a inovação tecnológica. Iniciativas entre governos e sociedade podem levar à parcerias com foco em soluções reais para problemas públicos, daí a importância da Hackathon da Saúde”, destacou Annenberg. Os dados disponibilizados para o evento foram de três grandes frentes: CeInfo, que diz respeito a toda base de dados epidemiológicos e georreferenciamento de todo sistema público de saúde; Ouvidoria, os dados sobre solicitações, reclamações, denúncias, informações entre outros pedidos de interação direta com o indivíduo; e, por fim, o banco de dados da gestão de medicamentos na cidade. Pollara também abordou a preocupação da utilização de big data com inteligência “Para que serve um banco de dados se eu não consigo tirar nenhum tipo de informação útil? Esta é a grande pergunta. Como é que eu olho para esses dados e tiro informações para tomar decisões no meu dia-a-dia?”, destacou o secretário da Saúde.

Manhã de sábado

O evento aconteceu nas dependências da Escola SENAI de Informática e contou com a participação de treze grupos que viraram a madrugada de sábado para domingo no desenvolvimento de soluções para o maior sistema público e universal de saúde do mundo.

Nos painéis iniciais, Jéssica Temporal, da Operação Serenata de Amor, e Gabriel Peres, um dos desenvolvedores do Poupinha (chatbot do PoupaTempo), trocaram ideias sobre a aplicação da inteligência de chatbot no poder público. Jéssica abordou a importância da tecnologia para a fiscalização dos gastos da verba pública, o grande case da Serenata, e Gabriel falou sobre o uso de chatbot na prestação de serviço ao cidadão.

Joaquim Costa, do departamento de monitoramento de dados do Ministério da Saúde, e Fernanda Campagnucci, gestora pública da cidade de São Paulo, debateram no painel sobre governo aberto e dados abertos. “Transparência não é só disponibilização de dados, é disponibilizar os dados de forma que o cidadão entenda e assimile as informações para o maior controle social e participação efetiva”, reforçou Fernanda Campagnucci.

A parte da manhã também contou com palestras realizadas pela Márcia Chaves, Ouvidora Geral do SUS, Margarida Lira, coordenadora do Centro de Informações Epidemiológicas (CeInfo) e o assessor da presidência da Prodam Joel Formiga, responsável pelos dados de medicamentos. Esse esforço permitiu criar as condições para que os hackers desenvolvessem soluções mais próximas das necessidades do poder público.

Vencedores

Treze projetos foram apresentados, sendo três para Medicamentos, dois para Ouvidoria e oito voltados para o setor de análise de dados. Todas as soluções serão avaliadas pela Secretaria Municipal da Saúde.

Primeiro lugar – Super Mãe

Premiação: Seis bolsas em cursos livres de tecnologia. Viagem para Brasília em visita ao Ministério da Saúde para conhecer a política de dados abertos e apresentar a solução.

Integrantes: Igor Luiz, Thais Vasconcelos Nunes, Rodrigo Terron de Souza, Matheus Rodrigues Catossi, Hugo Lourival Santos e Antonio Oertel Spinelli 
Problemas encontrados: proximidade da gestão pública com as gestantes e o alto índice de partos que poderiam ser vaginal e tem sido cesariana.

Solução: Sistema integrado de acompanhamento de gestações e um moderno aplicativo para acompanhamento por parte da mãe, contando com um chatbot de apoio à gestante. A solução também considera o cálculo da classificação de Robson, utilizado pelo poder público para monitorar cesáreas no munícipio, de modo que os gestores públicos também possam realizar o acompanhamento dessa taxa e monitorar as possibilidades dentro das metas da Organização Mundial da Saúde.

Link: github.com/supermãe

Segundo lugar  E-SUS

Premiação: Mentoria em planos de negócios de startup da EOKOE. Viagem para Brasília em visita ao Ministério da Saúde para conhecer a política de dados abertos e apresentar a solução.

Integrantes: Rodrigo P. Garcia Corbera, Lucas de Barros Teixeira, Abraao Barros, Bruno Bisogni, Ricardo B. Sampaio

Problemas encontrados: Controle do estoque para atendimento a demanda ineficiente, além da falta de transparência.

Solução: Monitoramento do estoque pelo consumo mensal por meio de um mapa de calor. A solução permite antecipar a falta de remédio dentro de 30 dias (sendo possível ampliar para três meses) e identifica padrões anormais de dispensação ampliando a fiscalização sobre o uso dos medicamentos.

Link: https://e-sus.mybluemix.net

Terceiro lugar – Zé Botinho

Premiação: Kit com seis livros “Dados Abertos Conectados”, da W3C. Viagem para Brasília em visita ao Ministério da Saúde para conhecer a política de dados abertos e apresentar a solução.

Integrantes: Rafael Pettersene Morgan Dierstein

Problemas encontrados: As pessoas que têm asma, têm poucos recursos quando tiver emergência para acompanhar o controle de asma.

Solução: Zé Botinho é o seu amigo virtual. Ele vai te direcionar ao pronto socorro mais próximo, te acompanhar no seu tratamento e dar conselhos e notificações sobre o ar. Ele manda os dados anonimizados para a Prefeitura de SP. A solução permite ser adaptada para qualquer tipo de doença crônica, permitindo o monitoramento mais próximos dos casos que afligem a população e ampliando a margem de rapidez de políticas públicas adequadas.

Link: https://zebotinho.herokuapp.com